Na última terça-feira, 06 de julho, a Caravana
ACS, encabeçada pelo Presidente em Exercício da
Associação dos Cabos e Soldados, Antonio Carlos
do Amaral Duca; acompanhado do Diretor das Regionais, Cb Ref
PM João Leonelli Netto; Diretor do Patrimônio,
Sd Ref PM Nilton Viana; dos Representante do Setor de Inativos,
Edson Esquerda; do Representante do Núcleo Santo André,
Josemar Oseas da Silva; e do Fotógrafo ACS Almeida, além
de inativos e pensionistas foram a Brasília pressionar
os deputados federais a aprovarem a proposta de emenda constitucional
sobre a isonomia salarial dos Policiais e Bombeiros Militares.
Após muito cansaço e sucessivas viagens ao Distrito
Federal, a Associação dos Cabos e Soldados da
Polícia Militar do Estado de São Paulo e demais
Entidades de Classe do Brasil tiveram a oportunidade de sentir
o sabor da vitória.
O Plenário aprovou às 23h42, em primeiro turno,
a proposta de piso salarial para os Policiais e Bombeiros Militares
dos estados (PECs 446/09 e 300/08).
O texto aprovado por 349 dos 350 parlamentares presentes, é
o texto de uma emenda que resultou num acordo entre o Governo
Federal e as lideranças da categoria.
A matéria ainda precisa ser analisada em segundo turno,
antes de seguir para o Senado; mas, segundo o líder do
Governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), que negociou
o texto aprovado com a categoria, a Câmara dos Deputados
deu "um passo em uma grande caminhada".
Segundo ele, "estão de parabéns as lideranças
e ntidades de Classe dos Policiais e o deputado Arnaldo Faria
de Sá, que formulou a idéia geral da proposta".
Para o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), autor
da PEC 300/08, a votação foi possível graças
à reunião do presidente da Casa com os líderes
na qual ficou definido que a PEC seria pautada ainda na terça-feira,
06 de julho.
"Pode não ser o texto dos sonhos, mas se não
tivéssemos votado isso não teríamos votado
nada", ponderou Faria de Sá.
Antes da aprovação da matéria, o presidente
da Câmara dos Deputados, Michel Temer, cumprimentou todas
as lideranças e os parlamentares mais atuantes na negociação
do texto aprovado.
"Do envolvimento desses deputados, resultou o envolvimento
de toda a Casa, que conseguiu chegar a um termo final, mostrando
como a democracia é um diálogo do qual nasce o
equilíbrio", afirmou Temer.
De acordo com a emenda, uma lei federal definirá o piso
salarial dos Policiais Civis e Militares e dos Bombeiros dos
estados, que passarão a receber na forma de subsídio.
A mesma lei criará um fundo para ajudar os estados a
cumprirem o novo piso, disciplinando o funcionamento do fundo
e os recursos a ele destinados.
A lei também definirá o prazo de duração
desse fundo. A partir da promulgação da futura
emenda constitucional, o Executivo terá 180 dias para
enviar o projeto dessa lei ao Congresso.
O líder do Governo, deputado Cândido Vaccarezza
(PT-SP), prometeu às Entidades de Classe dos Policiais
e Bombeiros Militares que “em agosto a PEC 300 será
votada em 2º turno para, logo depois, seguir em votação
no Senado Federal.
A PEC 300/08 previa que os Policiais dos estados receberiam
os mesmos valores pagos aos do Distrito Federal, mas passou
a tramitar apensada (tramitação em conjunto com
a PEC 446/09).
Quando uma proposta apresentada é semelhante a outra
que já está tramitando, a Mesa da Câmara
determina que a mais recente seja ligada à mais antiga.
Se um dos projetos já tiver sido aprovado pelo Senado,
este encabeça a lista, tendo prioridade. O relator dá
um parecer único, mas precisa se pronunciar sobre todos.
Quando aprova mais de um projeto apensado, o relator faz um
texto substitutivo ao projeto original.
O relator pode também recomendar a aprovação
de um projeto apensado e a rejeição dos demais.
A primeira versão da PEC 446/09 foi aprovada em março
deste ano e continha um piso provisório de R$ 3,5 mil
ou de R$ 7 mil para os menos graduados e o menor posto de oficial,
respectivamente.
Entretanto, essa parte do texto e outras que tratavam da criação
do fundo apenas com recursos federais precisavam ser votadas
separadamente.
Esses trechos da PEC foram alvos de destaques (mecanismo pelo
qual os deputados podem retirar (destacar) parte da proposição
a ser votada, ou uma emenda apresentada ao texto, para ir a
voto depois da aprovação do texto principal).
A partir da apresentação dos destaques, as negociações
se estenderam até que os representantes da categoria
aceitaram retirar, do texto, os valores provisórios do
piso e uma nova redação para o fundo que subsidiará
os pagamentos do piso definitivo.
Graças ao empenho de todos os associados e ao esforço
sem precedentes da Associação dos Cabos e Soldados
da Polícia Militar do Estado de São Paulo, através
de seus Diretores e funcionários, a isonomia salarial
está se tornando realidade para que os Policiais Militares
do Brasil estejam sempre presentes no dia-a-dia da sociedade
prestando-lhes mais segurança e proteção.
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